
Gunnar Jeannette, diretor de equipe da AO Racing, discutindo o futuro da classe Hypercar na Asian Le Mans Series.
O diretor de equipe Gunnar Jeannette, da AO Racing, avaliou que criar uma classe Hypercar na Asian Le Mans Series seria totalmente ilógico, caso não haja um convite automático para as 24 Horas de Le Mans. A ACO anunciou que a categoria Hypercar será inserida na categoria a partir de 2026–27, mas deixou de garantir que o campeão tenha vaga assegurada no evento francês — algo atualmente garantido nas classes LMP2 e GT .
Jeannette destacou ainda que cada carro Hypercar na Ásia exigirá um piloto Bronze, e que esses pilotos não estão habilitados a competir na classe principal do WEC, o que complica a ideia de presenteá-los com um convite para Le Mans . Ele questionou publicamente: “Se a ACO não oferecer um convite automático, por que gastar tanto dinheiro e esforço nisso? Para nós, isso não faz o menor sentido.”.
Jeannette sugeriu que uma alternativa mais viável seria abrir a classe “privateer” do WEC à participação de pilotos Bronze, criando uma subcategoria que permitisse a inclusão desses competidores e assegurasse um convite para Le Mans — desde que seus pilotos fossem autorizados pela FIA/ACO . Ele também observou o desafio do espaço limitado nos grids do WEC, especialmente com a chegada esperada de marcas como Genesis, Ford e McLaren .
Embora PJ Hyett — piloto e proprietário da AO Racing — tenha manifestado interesse em competir na Asian Le Mans Series na nova classe Hypercar, Jeannette reforçou que isso só faria sentido se viesse com a possibilidade real de disputar Le Mans: “Para ele, sem essa chance, é muito dinheiro e viagem para algo sem retorno.”
